PRAIA LÍQUIDA
A partir de um estudo recente sobre o espaço mais público de Salvador, a praia, surge a história de uma terra batizada desde o princípio por conflitos de interesse. 
À medida em que as barracas de praia foram retiradas da areia pelas autoridades do governo, a cultura de praia local, formada por uma simbiose entre banhistas e bares, foi gravemente ferida em troca de uma imagem turística espetacular e higienizada do litoral. 
Como era de se esperar, a maioria dos barraqueiros não possuia outros meios de sobreviviência, e continuou a ocupar as praias, sua resistência tomando a forma de sombreiros, mesas e cadeiras transformados em esculturas sobre a areia. 
Suas formas coloridas erguidas contra o horizonte cinzento criam o palco para a interpretação da história sócio-econômica do país a partir de um dicionário de referências visuais. Cada título remetendo a uma questão ainda a ser resolvida.
LIQUID BEACH
From a recent urban study on Salvador’s most desirable public space, the beach, emerges the tale of a land which struggled since it’s beginning with conflicts of interest. 
As hut owners were expelled from the sand by government authorities, the local beach culture, which thrives on a tight relationship between beach goers and bars along the shore, was deeply wounded in exchange of a spectacular sanitized image of the coast for tourist attraction. 
Unsurprisingly, most hut owners didn’t have any other means of survival and went on occupying the sands, their resistance taking form in umbrellas and plastic tables made sculptures by the sea. 
It’s colorful shapes erected against the gloomy horizon set the stage for the interpretation of a visual dictionary of the country's social-economic history, each title referring to an issue yet to be resolved.
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